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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Alguém lembra?

Oi!

Vocês lembram desse clássico dos anos 80?



Aos que tem mais de 20 (sendo generosa, ok?) com certeza irão se lembrar e vibrar, assim como eu.

Segundo fontes (seguras?) nem Zac Efron, nem Chace Crawford irão interpretar o papel que Kevin Bacon usou como degrau para chegar ao sucesso. O ator cotado para tal façanha é o Kenny Wormald, com seus desconhecidos 25 anos tendo em seu currículo algumas participações na última turnê de Justin Timberlake (*_*). Esse é apenas mais um dos nomes cogitados para o papel desse grande musical.

Já confirmados temos, Ariel que é a mocinha e filha do reverendo será interpretada por Julianne Hough, vendedora do Dancing Whit The Stars e seu pai, o Reverendo Moore será Dennis Quaid.

Reemakes sempre me assustam um pouco pela escolha dos novos personagens. Por que não fazem um relançamento de Footloose em 3D assim como Titanic? Gastaria bem menos, garanto.

Seja o que Deus quiser, Beijos dançantes!

terça-feira, 2 de março de 2010

Nine

Seguindo a linha de posts ‘dicas’, venho hoje falar do musical ‘Nine’.



Tendo como referência o clássico 8 ½ de Frederico Fellini, Nine conta a história de Guido Contini, diretor italiano em crise, tanto pessoal quanto criativa, interpretado pelo ator Daniel Day-Lewis (duas vezes vencedor do Oscar como melhor ator, primeiro por sua atuação em ‘Meu Pé Esquerdo’, de 1989 e depois por ‘Sangue Negro’, em 2007).

Em meio ao descontrole em que se encontra, Guido resolve afastar-se para refletir sobre sua vida e todas as mulheres que por ela passaram, com direito a muitos flashbacks, numa mistura de ficção com realidade, presente com passado.

Dentre as mulheres da vida de Guido temos sua esposa Luisa (Marion Coitillard), sua amante Carla (Penélope Cruz), sua musa do cinema Claudia (Nicole Kidman), Saraghina, a prostituta de sua infância (Fergie), Stephanie, uma jornalista de moda (Kate Hudson), sua figurinista Lili (Judi Dench) e sua mãe (Sophia Loren).


Sucesso na Broadway desde 1982, Nine foi montado com um elenco de 21 mulheres e apenas um homem adulto (Guido), já interpretado por atores como Raul Julia (o Gomes da Família Adams) e Antonio Banderas, indicado ao Tony por seu desempenho no papel.

Feito o resumo, vou começar a dar meus pitacos sobre o filme. O simples fato de ser um musical já foi suficiente para despertar em mim o desejo e curiosidade de assistir, mas o elenco com certeza é um atrativo a mais, até mesmo para quem não é fã do gênero.

Pois quem for assistir ao filme só pra ver as musas Nicole Kidman, Kate Hudson, Fergie, Penélope Cruz, Marion Coitillard ou qualquer outra atriz do elenco, se decepcionará. Elas estão todas lindas e têm seus momentos individuais no filme, mas estão lá apenas para servir o grande protagonista, que é Daniel Day-Lewis.


Apesar de ele ser bem premiado, eu não conhecia muito o ator e talvez por isso tenha ficado impressionada com a interpretação, digna realmente de seus dois Oscars, além de tantos outros prêmios. Guido Contini é intenso, é dramático, aliás, posso estar falando uma grande besteira, mas me arrisco a dizer que Nine é até mais dramático que musical.

Calma, Nine tem sim vários números de música e dança, é óbvio, mas são todos representativos das divagações de Contini, tanto que são apresentados no galpão de gravação de seus filmes, não se vê pessoas no meio da rua cantando e dançando em cima de carros como se fosse a coisa mais normal do mundo, uma das coisas que eu mais ouço como crítica com relação a musicais, por sinal.

De toda forma, as partes musicais são ótimas e a trilha vale a pena, providenciarei hoje mesmo para que esteja dentro de meus arquivos musicais. Destaco as apresentações de Fergie com "Be Italian" (amei a coreografia) e a segunda da Marion Coitillard, "Take it all", para mim as melhores no conjunto música e dança, vale a pena ver os vídeos (eu toda metida a entendida do assunto). A música da Kate Hudson é muito boa e animada também, gostei muito da apresentação e ela está linda, mas sinceramente, o papel dela no filme é dispensável, preciso admitir.





Uma coisa que deixou muita gente intrigada com relação ao filme foi o fato de ele se passar todo na Itália, com personagens italianos em sua maioria e todos se comunicarem em inglês ou até numa mistura inglês-italiano. Bom, uma solução seria a produção americana ter pego a história e adaptado para algum local em que se falasse inglês, mas sinceramente, prefiro assim. O filme não teria tanta graça e charme se não fosse na Itália, aliás, ele é também sobre a própria Itália, ao mesmo tempo, um elenco italiano negaria à produção a inclusão do elenco estrelar que nos apresentaram e me desculpem os cultos do cinema de plantão, para mim isso seria uma perda, a não ser que todos aprendessem o idioma dos Berdinazzi e Mezenga. Além de tudo, Nine foi produzido para ser exibido no Telecine Pipoca, não no Telecine Cult.


No Oscar desse ano o musical terá quatro chances de premiação, nas categorias Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, melhor atriz coadjuvante para Penélope Cruz como Carla e Melhor Canção com a música "Take it All", apresentada por Marion Cotillard, a Luisa do filme.


Então é isso, assistam e tirem suas conclusões, eu gostei e foi muito bom conhecer gente muito boa que eu ainda não havia reparado, como o Daniel e a Marion, ficarei feliz se algum dos carequinhas dourados acabar nas mãos de Nine.

Bacio,